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Temporalidades do território universitário: entre o espaço edificado e o espaço propositivo

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Sobre o projeto
  • Palavras-chave:

    campus universitário, espaço infraestrutural, mobilidade, equidade social, temporalidades, antropoceno

  • Equipe:

    José Ripper Kós
    Luca S. D’Acci . Politecnico di Torino
    Max Welch Guerra . Bauhaus-Universität Weimar
    Camila Poeta Mangrich
    Luís Henrique Pavan
    Evandro Machado Fernandes

Os impactos humanos que demarcam o Antropoceno carregam uma concatenação de consequências críticas. Emergidos de práticas econômicas, científicas e pedagógicas, muitos desses impactos posicionam as instituições de ensino superior enquanto produtoras e reprodutoras de conhecimentos atrelados a práticas predatórias em relação à natureza. Concomitantemente, concedem ao território universitário uma influência crítica nos sistemas locais, atuando como infraestrutura social que promove uma resiliência às dinâmicas do Antropoceno. Associando tempo e espaço, a noção de temporalidade possibilita investigar diferentes tempos políticos que circundam o território universitário enquanto tipologias urbanas que prospectam caminhos para indução de impactos positivos no futuro das cidades. Ao considerar o papel dos campi frente a cenários climáticos e socioespaciais críticos, interroga-se como sua infraestrutura resulta, reproduz e pode reverter as relações de poder materializadas nos territórios dos campi. É através da investigação dos territórios universitários e de suas temporalidades que ressalta-se a interdependência entre aspectos ambientais, sociotécnicos e as relações de poder, em busca de estratégias de atuação como infraestruturas qualificadas. Assim, as especificidades temporais e espaciais deverão enfatizar, respectivamente, os fundamentos organizacionais das universidades sob uma abordagem teórica e, em uma linha prática-propositiva, perspectivas possíveis para seus territórios. A partir do campus da UFSC serão explorados paralelismos e divergências, costurando análises comparativas com estudos de caso europeus, que compartilham formulações tipológicas enquanto infraestruturas sociais, e carregam em períodos históricos mais amplos e diversos, e em suas ações mais recentes, aspectos políticos, sociais e ambientais cruciais que as relacionam a contextos globalizados.